Como o VeroAtto Proof preserva, sela e permite conferir uma prova digital.
Documento de referência sobre aquisição, cadeia de custódia, assinatura pública, ancoragem OpenTimestamps, dossiê e conferência probatória.
Última atualização: 23 de julho de 2026 · Formato VeroAtto Proof v1Visão geral
O VeroAtto Proof é um produto de preservação digital integrado ao VeroAtto Sign. Um caso probatório precisa ser criado deliberadamente; documentos e contratos comuns não entram automaticamente nesse fluxo.
Acesso, contratação e créditos
O VeroAtto Proof usa a mesma identidade segura do VeroAtto Sign. A pessoa cria ou acessa uma conta, cadastra sua empresa uma única vez e escolhe entre caso avulso, assinatura mensal, assinatura anual ou proposta corporativa. A compra confirmada credita a organização; cada crédito abre um novo caso probatório.
Terceiros não precisam de conta para conferir o resumo técnico público. O conteúdo integral somente pode ser compartilhado por link privado, temporário e revogável criado por usuário autorizado. Consulte os planos e limites.
Procedimento recomendado
- 1Definir o objetoDescrever de forma objetiva a fonte, a finalidade e o contexto da coleta.
- 2Adquirir a fonteUsar captura pública, gravação assistida ou envio do arquivo original. Evitar edições antes da entrada.
- 3Registrar contextoAdicionar nota de coleta, URL e referência; documentar passos relevantes sem conclusões subjetivas.
- 4Revisar inventárioConferir nomes, tamanhos, quantidades e hashes antes da selagem.
- 5Selar e exportarAplicar o Selo Público VeroAtto Proof, preservar os comprovantes e baixar PDF e pacote técnico.
- 6ConservarManter o pacote original, atualizar comprovantes pendentes e documentar qualquer transferência posterior.
Arquitetura criptográfica
SHA‑256
Aplicado aos bytes dos artefatos, manifesto, relatório e comprovantes armazenados.
Custódia encadeada
Cada evento inclui o hash do anterior e seus próprios dados canônicos.
Raiz Merkle
Combina manifesto, cabeça da custódia e hashes dos artefatos em uma raiz única.
ECDSA P‑256
Assina o payload do selo. A chave privada permanece cifrada; a chave pública é publicada.
{
"format": "guedessign-digital-evidence-seal",
"sealVersion": "GP-PUBLIC-SEAL-1",
"publicCode": "VA-PROOF-...",
"manifestHash": "sha256...",
"custodyHead": "sha256...",
"merkleRoot": "sha256...",
"serverTimestamp": "ISO-8601"
}O registro de transparência possui sequência global, hash da entrada anterior, manifesto, raiz Merkle e assinatura. Isso permite detectar reordenação ou substituição de entradas publicadas.
Ancoragem pública OpenTimestamps
Depois da assinatura, o VeroAtto Proof cria uma declaração canônica de ancoragem e envia apenas seu digest SHA‑256 a calendários públicos OpenTimestamps. O conteúdo do caso não é enviado.
Anterioridade pública e independenteQuando o compromisso é confirmado em bloco Bitcoin, o comprovante demonstra que o digest já existia até aquele bloco. O arquivo `.ots` acompanha o pacote e permite conferência por ferramenta compatível, sem revelar o conteúdo preservado.
A confirmação é assíncrona. Um caso pode permanecer pendente por algum tempo. O VeroAtto Proof tenta atualizar os comprovantes automaticamente e também oferece atualização manual. Falha de calendário não altera o selo ECDSA nem a cadeia local.
Dossiê e verificação
A consulta pública padrão mostra o estado atual dos controles e metadados técnicos reduzidos, sem expor o conteúdo dos artefatos nem os dados pessoais de coleta. Quando necessário, usuário autorizado pode tornar a ficha pública integral ou criar compartilhamento privado com expiração. O comprovante `.ots` pode ser baixado e conservado independentemente.
Força probatória e conferência
O VeroAtto Proof produz e conserva elementos técnicos destinados a demonstrar integridade, anterioridade, origem da aquisição e continuidade da cadeia de custódia. Sua estrutura favorece a verificação independente, o contraditório e a apresentação organizada da prova digital.
- Manifesto, artefatos e hashes ligados por raiz Merkle.
- Cadeia de custódia cronológica e encadeada.
- Selo ECDSA verificável por chave pública.
- Anterioridade reforçada por comprovantes OpenTimestamps.
- Dossiê e pacote técnico preparados para conferência independente.
O ordenamento brasileiro admite meios legais e moralmente legítimos de prova e documentos eletrônicos produzidos e conservados conforme a legislação. Referências: arts. 369, 411, 439 a 441 do CPC e art. 10, § 2º, da MP 2.200‑2/2001.
Privacidade, segurança e retenção
O caso pode conter dados pessoais, comunicações e informações sensíveis. O responsável deve observar finalidade, minimização, base legal, sigilo profissional, controles de acesso e prazo de conservação aplicável.
Para políticas institucionais, consulte a Central Jurídica e de Confiança.